Biketech Floripa

domingo, 10 de março de 2013


Parte final do depoimento do biker Luis Antônio S Peters. Aproveitem! :)

Clique aqui para ler a Parte Inicial.

Pitanga e Sandro
Nas frequentes viagens a Floripa a bicicleta se tornou bagagem obrigatória para as pedaladas pela Ilha com o Pitanga e o Sandro. 


Sandro e Eu
(quando ainda usava capacete até para passear)
Quando comprei uma bicicleta antiga de turismo, da famosa marca Batavus, deixei outra permanente aqui. Uma dessas viagens, sem a companhia da Angela, por ela estar visitando a família em Minas, aproveitei para fazer de Batavus. Desci até Joinville nela e lá embarquei num Catarinense até Floripa, sem pagar tarifa adicional alguma e sem nenhum obstáculo pelo motorista.


Ainda em Curitiba, quando fiquei mais em forma e aprendi a controlar o esforço e o suor, passei a ir trabalhar de roupa normal, mesmo praticando um ciclismo veicular ou efetivo. Não sem antes instalar para lamas tradicionais na bicicleta de montanha mais adaptada para uso urbano e comprar uma outra para os passeios de fim de semana. Certa ocasião o principal jornal do Paraná fez uma entrevista comigo por telefone e enviou um fotógrafo para fazer umas fotos. Perdi a chance de pedir ao Antônio as fotos que ele tinha feito, mas acabou saindo uma na primeira página da Gazeta do Povo, eu de terno e bicicleta no meio dos carros e ao lado de um táxi, acho que deu um efeito meio impactante. 


Foto Antonio Costa/Gazeta do Povo
Preparando para sair ao trabalho em Curitiba

Adotei a prática de carregar nos alforjes abrigo contra a chuva, para encarar tal eventualidade sem problemas com a roupa. Esse esquema funcionava bem. Era melhor do que tentar ônibus ou carro, que desencadeavam sensações claustrofóbicas nos congestionamentos e aglomerações.



Em 2010 voltei em definitivo para Florianópolis. Não ando pedalando tanto quanto eu gostaria, como revela o aumento de peso que tive desde então. Mas continuo deixando o carro mais para a saída com a família. 

Audax
Não tenho tido muito sucesso nas participações no Audax. Na primeira vez tive problemas com o câmbio, desisti depois do primeiro PC e voltei para casa. No último tive dois pneus furados simultaneamente ali na frente do Centrosul, e como tinha esquecido o kit de remendo, o ânimo de continuar depois de trocar as duas câmaras reduziu-se muito e desisti depois do segundo PC, com receio de ficar pelo caminho.  

Numa pedalada que estava fazendo certo dia encontrei uma ciclista de Balneário Camboriú, que estava participando do Desafio 100 km, pedalando solitariamente pelo caminho. Conversando descobrimos ter vários amigos em comum, em Brasília e em Curitiba, e como eu estava só passeando mesmo resolvi acompanhá-la até o final. A Marisa terminou o desafio com esforço e brilho e isso foi bem gratificante. Quando aconteceu o Audax 400 no segundo semestre de 2012 cumpri o desafio de 150 km numa boa. Cheguei a me inscrever em algumas competições, mas só para confirmar que esse tipo de pedal não está mais ao meu alcance, sem uma preparação adequada, que exigiria uma dedicação  bem maior. 

Pedal do Barquinho com o
Grupo Pedal Continente
Gostei muito de fazer o Pedal do Barquinho com o pessoal do Pedal Continente no final do ano, foi muito bonito ver aquele montão de gente pedalando. Também gosto de ir nos Pedalua, pedal da Lua Cheia promovido pela empresa Caminhos do Sertão, que tem um ritmo bem relax. 

Os grupos de pedal estruturados são interessantes, propiciam socialização e segurança pela quantidade e presença nas ruas. Só não tenho tentado me entrosar mais porque ando pedalando num ritmo menos intenso. Mas tenho alguma preocupação com o pessoal que não se liga tanto no aspecto esportivo da bicicleta, e que sofre um bocado nas nossas vias, e alguns ainda são vistos com alguma dose de preconceito pelas mais diversas razões. É preciso diluir esse aspecto e adotar posturas educativas pelo lado positivo e não da recriminação – diferentemente do que se precisa com relação aos motoristas infratores.

Grupo do Pedalua
Procuro participar das Bicicletadas. Tenho tentado colaborar com a Diretoria e sócios atuantes da Viaciclo, comparecendo às reuniões e assumindo a execução de algumas tarefas específicas. Todos os diretores são voluntários, sem remuneração, e por mais que tenham vontade, não tem condições de dedicar o tempo que seria necessário para um funcionamento com os resultados que desejam. Sinto que necessitam de mais apoio das pessoas interessadas na expansão do uso da bicicleta. Confesso minha admiração pelo trabalho feito pela Viaciclo em Florianópolis, contra todas as dificuldades. Entre estas se acha uma certa desconfiança contra as ONG, como se todas servissem unicamente ao desvio de recursos públicos com fins escusos. Essas são poucas e devidamente escolhidas, as outras precisam lutar contra a falta de recursos e não encontram facilidade para obtê-los com regularidade. Percebo que a atuação da Viaciclo se dá legitimamente em favor do uso da bicicleta em todas as formas – transporte, esporte e lazer – buscando integrar todos os grupos de interesse envolvidos na região metropolitana.

Minha participação é um tanto egoísta: gostaria de contar com ciclovias – no mínimo acostamentos decentes – na Osni Ortiga e na Rodovia Antonio L. M. Gonzaga, e em todas as rodovias urbanas da Ilha, como manda a lei. Gostaria de ter condições para caminhar ou para bicicletar, junto com a Angela, minha esposa, que fossem pelo menos equivalentes às condições que encontro quando saio de carro.

Enquanto esse dia não chega, Pedala Floripa! vamos pedalar, para manter o movimento e o equilíbrio geral!


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