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As dificuldades para o ciclista do leste da Ilha em Floripa

Reportagem percorreu de bicicleta desde o Rio Tavares até a Barra da Lagoa e mostrou a falta de estrutura no trecho. Há apenas uma ciclovia, da Osni Ortiga, de 2,8 Km.

Fonte: Hora de Santa Catarina
Autor: Marcus Bruno (marcus.bruno@somosnsc.com.br)


Ciclovia da Osni Ortiga está com a manutenção atrasada
Foto: Marcus Bruno / Hora de SC
Se concentram no leste da Ilha praias famosas de Florianópolis, como a Barra da Lagoa, a Mole e a Joaquina, além, é claro, da Lagoa da Conceição. E toda essa região é contemplada com apenas uma ciclovia de 2,8 quilômetros de extensão numa única rua, a Vereador Osni Ortiga. Para piorar, com manutenção a desejar, a vegetação está tomando conta da ciclovia que ficou pronta em 2016.

Foram sete anos de lutas e bicicletadas por parte dos moradores do Porto da Lagoa, que criaram o movimento "Ciclovia na Lagoa Já". A obra começou em 2013 e se arrastou, ficando parada por um longo período. Hoje esse movimento pede uma ciclovia na Avenida das Rendeiras.

A reportagem da Hora de Santa Catarina pedalou desde o Rio Tavares, em frente ao campo do Cruz de Malta, até a praia da Barra da Lagoa para mostrar a falta de estrutura que os ciclistas encontram.  

Única ciclovia do leste da Ilha está com a vegetação tomando conta

O pior trecho é logo no começo, na Rodovia Antônio Luiz Moura Gonzaga, a SC-406. A estrada é esburacada e não tem nem acostamento. Ciclistas dividem espaço com os carros, que muitas vezes passam acima dos 80 km/h.

Em seguida chega a ciclovia, que oferece segurança, já que é separada da pista. No entanto, ela é pavimentada com paver, uma espécie de lajota que dificulta um pouco o pedal. Além disso, o mato está tomando conta.

— A ciclovia que fizeram na Osni Ortiga não liga nada a nada. Ou seja, ela sai da Lagoa da Conceição, das Rendeiras e vem até a entrada do Canto da Lagoa, mas de lá em diante não tem ciclovia — destacou o jornalista e ciclista Anselmo Döll.


— Ela precisa ser continuada porque logo ali na frente termina e aí fica bem perigoso, porque além de não ter calçada, você tem que disputar a rua com os carros. Infelizmente Floripa precisa melhorar bastante as ciclovias — opina a ciclista e Ione Cruz.


Vegetação toma conta da ciclovia da Osni Ortiga
Foto: Marcus Bruno / Hora de SC
Trecho termina em mansão

Pouco antes da esquina com a Avenida das Rendeiras, a ciclovia simplesmente termina de frente para uma mansão. É um trecho com a calçada muito estreita e perigoso até para os pedestres, já que por causa dos postes no meio do passeio, têm que caminhar pela pista de rolamento.

A Rendeiras é uma avenida de lajota e sem ciclovia ou acostamento. Lá os carros andam mais devagar, o que dá uma certa segurança ao ciclista. O trecho das dunas é um pouco mais complicado, já que a areia pode fazer a bicicleta derrapar. Existe um projeto de ciclovia para a avenida.

A subida da Rodovia Jornalista Manoel de Menezes, que leva até a praias Mole e Barra, é o ponto mais difícil do percurso, pois há uma subida de 98 metros. É uma estrada sem acostamento e com asfalto em boas condições, o que favorece a alta velocidade dos veículos. Por isso, poucos ciclistas se arriscam pela via.

Na Barra da Lagoa, as ruas são estreitas, mas a velocidade dos carros é menor. Muitos moradores utilizam a bicicleta para pequenos deslocamentos. Mesmo assim, não estão livres de acidentes. Natural do Peru, o garçom Javier Quijaite já foi atropelado em um final de semana. Por isso, diz que aos sábados e domingos só anda a pé.

— Os condutores se acham dono da pista. Eu passei por um atropelamento pela noite. Parti a cara. Então eu só me limito a andar de bicicleta não muito perto da rua. Eu tenho bastante cuidado. Só acontece no fim de semana que os caras estão bêbados demais. Nos outros dias é como você está vendo, pode transitar com tranquilidade.

Descida do Morro da Praia Mole tem carros em alta velocidade, mas não há acostamento
Foto: Marcus Bruno / Hora de SC
O que diz a prefeitura

Sobre a falta de manutenção na ciclovia da Osni Ortiga, a Fundação Municipal do Meio Ambiente informou que irá reforçar o pedido para a Comcap, que está com a incumbência de fazer a roçagem no local. Em relação à falta de ciclovias no leste da Ilha, a prefeitura adianta que está realizando estudos para avaliar a viabilidade de execução do projeto de revitalização da Avenida das Rendeiras. Confira trechos da nota encaminhada à reportagem:

A Prefeitura de Florianópolis e o governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional (SDR) - Grande Florianópolis, assinaram convênio em 30 de setembro de 2015 para a execução das obras do primeiro trecho da revitalização da Avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição, no valor de R$ 945.926,77, cabendo à SDR o repasse de R$ 662.148,74 e, à administração municipal, a contrapartida de R$ 283.778,03. Assim, nos 420 metros iniciais dos cerca de dois quilômetros desta importante via pública, no sentido ponte - Joaquina, seriam feitos ciclovias e passeios dos dois lados, bem como a troca do pavimento de lajota para paver.

A prefeitura chegou a entregar a ordem de serviço para a execução das obras à empresa Pavicon Ltda. Em 26 de novembro do mesmo ano, e, logo em seguida, a SDR foi extinta, tendo sido o convênio transferido para a Secretaria de Estado da Infraestrutura. Mas o convênio e contrato com a empreiteira expiraram por decurso de prazo sem que as obras fossem feitas. Isto, devido aos fatos do governo do Estado não ter efetuado seus repasses de recursos e da prefeitura não dispor de condições financeiras para arcar sozinha com o investimento.



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