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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Reportagem fez o percurso de bicicleta desde a Via Expressa Sul até a praia, passando pela SC-405 e Avenida Pequeno Príncipe, onde encontrou obstáculos, entulhos, crateras e desrespeito à sinalização

Fonte: Hora de Santa Catarina (#HoraSC) por Marcus Bruno

Não dá para chamar de ciclovia aquele trecho da SC-405, principal acesso às praias do sul da Ilha. Trata-se de uma calçada — em péssimas condições — pintada de vermelho. O ciclista que deseja ir até a praia do Campeche por ali encontrará uma série de armadilhas perigosas e terá de tomar muito cuidado para não tombar com a bicicleta dentro de crateras ou ser atropelado nas vezes em que é obrigado a entrar na contramão.


Foto: Marcus Bruno / Agência RBS
Na manhã do último do domingo, a reportagem da Hora fez este percurso de sete quilômetros. Partimos do final da ciclovia da Via Expressa Sul, onde já encontramos o primeiro obstáculo: a via é descontinuada, e o ciclista tem de atravessar no sentido oposto aos carros e passar por baixo do viaduto do Trevo da Seta para chegar à rodovia.

Na SC-405, pedestres disputam o espaço com os ciclistas e com os postes no meio do caminho. A ciclovia tem buracos que chegam a meio metro de profundidade. Parece que as bicicletas que circulam por ali pesam toneladas. No percurso, flagramos um bueiro sem tampa protegido por uma placa de metal. Ao retirar a placa, a surpresa: havia uma televisão lá dentro. Em outros bueiros, há fissuras quase da largura do pneu da bike, armadilha que pode trancar a bicicleta. Outro perigo são os trechos em que a ciclovia some e o ciclista precisa pedalar no recuo dos ônibus e na contramão — sem qualquer tipo de proteção.

Um desses trechos é antes do trevo do Rio Tavares. E se o local já é caótico para os carros, imagina para as bicicletas. Certamente é a parte mais perigosas desse trajeto, onde muitos motoristas não respeitam a prioridade do veículo menor.

A partir daí, o percurso vira ciclofaixa (por não haver separação física). O problema agora é o afunilamento: quando vem ciclistas em sentidos opostos, um tem que ir para a pista de rolagem. A pedalada só fica segura quando acessamos a ciclofaixa da Avenida Pequeno Príncipe, a principal do bairro Campeche. É uma extensão da pista de asfalto, larga e separada por tartarugas. Ali o problema é a falta de sinalização vertical e pintura em vermelho. Fora isso, a via seria ótima não fosse o desrespeito de muitos veículos quanto à preferencial dos ciclistas nos cruzamentos. Alguns trechos ainda têm areia, o que pode causar instabilidade. A ciclofaixa também tem trechos descontinuados nos pontos de ônibus, o que deixa os ciclistas expostos.

Confira o vídeo: chegar ao Campeche pelas ciclovias do sul da Ilha é um desafio perigoso e cheio de armadilhas.



O que dizem os usuários

Dono de uma banca de açaí na avenida e morador do Campeche, Iuri Albuquerque, 43 anos, só utiliza a bike como meio de transporte. Ele já se acostumou com essa situação.

— Aqui falta sinalização adequada e também cultura, educação por parte do motorista, que tem que respeitar o ciclista, já que somos a parte mais frágil.

Sérgio Fregolão, empresário de 44 anos, é um dos diretores da Associação Mobilidade por Bicicleta e Modos Sustentáveis (Amobici). O ativista também é morador do Campeche e costuma chamar as vias para bicicletas da região de "ciclofarsas":

— A gente tem o hábito de chamar várias ciclofaixas de Florianópolis de "ciclofarsas" por ser uma resposta ao governo, no caso o estadual para a SC-405 e municipal na Pequeno Príncipe, por omitir a presença do ciclista na via. Então ele (o governo) coloca um tapete vermelho no asfalto ou na calçada, que delimitaria o espaço do ciclista. Só que, ao mesmo tempo, ele é recuo de ônibus e muitos motoristas usam como acostamento e até mesmo estacionamento.


Foto: Marcus Bruno / Agência RBS
Contraponto

O Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), responsável pela manutenção da ciclovia da SC-405, sustenta que caminhões não poderiam trafegar no local. Segundo o departamento, há descaso de moradores e comerciantes com a ciclovia. O departamento informou que fará no final de setembro uma campanha de conscientização junto às pessoas da região para começar o processo de revitalização e recuperação total da ciclovia.

Já a Secretaria de Mobilidade Urbana de Florianópolis lembra que o meio-fio e os tachões da ciclovia da Avenida Pequeno Príncipe foram revitalizados no último mês e que a marcação vermelha deve ocorrer em um segundo momento. Segundo o intendente Edir Gonçalves, a estrutura atual está de acordo com as demandas de segurança para esse tipo de ciclofaixa.

Pedestres utilizam a ciclovia como calçada, forçando os ciclistas a usarem a rodovia

Foto: Marcus Bruno / Agência RBS

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