Biketech Floripa

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Conversamos com pessoas que comuns para saber o que mudou em suas vidas quando elas trocaram o carro pela bike

Fonte: Web Run 


Para muitos andar de bike é programa de férias na praia. O vento batendo no rosto, o sol trazendo um calor agradável, não tem como terminar um passeio desses de mal humor, mas hoje em dia é cada vez mais possível inserir essa rotina no dia a dia. O número de ciclovias, principalmente em São Paulo, vem crescendo e já existem pessoas que trocaram o carro para se locomover somente de bicicleta.

A gerente comercial da Proximus Andrea Catani, mora na Vila Mariana em São Paulo e usa a bike como meio de transporte há 22 anos. “Eu adoro pedalar, me exercito todos os dias e o trânsito não me estressa já que o percurso é sempre divertido onde quer que eu vá”, conta. Para ela não existem malefícios dessa prática, o importante é tomar cuidado e saber por onde andar nas ruas.

Andrea costuma pedalar três vezes por semana e chega a 50km por dia. “É importante andar equipado com todos os acessórios que você poderá precisar, ou mesmo para ajudar alguém. Já aconteceu do meu pneu furar e não ter o que fazer”, diz.

O gerente executivo de marketing da Mizuno, Rogério Barenco é carioca mas mora em São Paulo há 19 anos. Ele costuma utilizar a bike como meio de transporte de duas a três vezes por semana. “Sempre falo que sou um felizardo por ter hoje uma ciclovia que passa praticamente na frente de casa e vai até a porta do meu trabalho. Moro na Vila Leopoldina e trabalho na Vila Olímpia. Além da ciclovia, são bairros bem servidos de transporte público”, conta.

Ao ver os dias passando e o stress com o transporte público só aumentando, Barenco optou primeiro pela opção bike + trem. “Os bicicletários nas estações de trem são ótimos, mas após algum tempo, comecei a me perguntar porque eu não poderia ir direto de bike. Não ganharia muito tempo, mas percorreria uma distância mais longa com o benefício de fazer um exercício”, conta.

A empresa de Barenco também apoia o uso de bike e inseriu um bicicletário no estacionamento e vestiário com chuveiro, fundamental para os que escolhem esse transporte. “Com tudo isso ganho muito tempo. Em um dia típico chego ao trabalho em 45 minutos, estou na minha mesa meia hora depois de banho tomado e exercício feito. Além de ganhar tempo, estou fazendo um exercício que só me traz benefícios físicos e mentais”.

Barenco conta que já tomou um tombo feio, mas nada grave e para ele isso não é um grande malefício. “O mais difícil para mim é o retorno ao fim do dia. É comum trabalhar até mais tarde e após umas 20h a ciclovia e ruas ficam mais desertas, o que aumenta o receio de assalto. Mesmo assim, tomando cuidado esta é uma ótima opção. A maioria das pessoas ainda têm muitos medos e preconceitos em relação a usar a bike como transporte. Garanto que se surpreenderão com a experiência”, finaliza.


Foto: Vanessa e sua bike Divulgação
Vanessa Muliterno é personal trainer, e também escolheu esse meio de transporte. “O primeiro fator da mudança foi a economia e logo depois os benefícios para o meu corpo e mente. Só sofro um pouco em dias quentes e chuvosos. Já levei um tombo feio por conta de um motorista que avançou o sinal vermelho, mas apesar de todos os riscos pedalar é minha terapia”, conta.

Depois que a ciclofaixa foi instalada aos domingos e feriados, muitas pessoas começaram a pedalar. Isso é ótimo já que assim elas prestam mais atenção aos ciclistas no trânsito e isso é uma mudança radical”, diz Andrea. Para ela apesar das ciclovias necessitarem de melhoras, a iniciativa mudou muito a relação da cidade e ciclistas.

A personal trainer também manda seu recado de incentivo: “apesar dos riscos, para mim é uma terapia andar de bike. Sou eu comigo mesma, vejo as paisagens, pessoas e coisas que a gente não percebe quando está dirigindo”.

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