Biketech Floripa

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Olá galera !


Treino Prólogo
Só agora vou conseguir relatar um pouco sobre o Brasil Ride, por ser meu 4º Brasil Ride, achei que ia ser um pouco mais fácil, foi aí, que me dei mal, com pouco treino longo, em uma condição física bem fora do ideal, sofri muito, mas como tinha a grande responsabilidade de correr com uma fera da Mountain bike de SC, o Alemão, tinha que buscar a camisa de finisher de qualquer jeito, sem fingimento.

Para quem não sabe, Brasil Ride é uma ultra maratona de 600 km e 13000 de ascensão na Chapada Diamantina na Bahia.

Gostaria de agradecer aos meus super amigos Alemão, Robinho, Daniel e Ricardo(Sequela) que não pouparam esforços para me ajudar durante estes dias de competições, vcs vão descobrir neste relato, porque chamo eles de super amigos, por isso, 
faço tanta questão de ir toda a última sexta-feira do mês na pelanca do Alemão.

Meu agradecimento também ao João da Ciclo Vill, sua irmã Sirlene, que sempre vêm me apoiando durante estas competições que venho realizando, e meu grande amigo Rodrigo(Rock), que nos últimos anos tem me ajudado e muito com o apoio em sua ótima escola de Idiomas Rock Feller Center Language, e claro agradecimento a minha super ultra mega namorada gringa Rosnaida, não é todo mundo que tem a sorte de namorar com uma americana, e ao Diego Nau que me deu uma carona até lá,e ao Guilherme grande parceiro durante a viagem.

Começamos a jornada dia 14/10, saindo de carro de Floripa, o que aliás não recomendo a galera, ir de carro, já que o desgaste é muito grande, várias paradas, pernas inchadas, muitas horas dentro do carro, o ideal é ir de avião. 

Briefing
Agora vamos ao que interessa! Chegamos em Rio de contas, na sexta-feira onde fizemos o reconhecimento do circuito onde seria realizada a 3º etapa do XCO, na terça-feira, como o circuito é muito técnico, desta forma resolvemos chegar antes para reconhecimento do circuito, foi uma boa ideia, já que o circuito foi bastante modificado, e com drops muito cavernosos. Valeu muito a pena reconhecer o circuito, e como Rio de Contas fica a 200 Km de Mucugê a cidade da largada no domingo.

No sábado fizemos o reconhecimento do circuito do prólogo, um circuito de 20 km muito técnico com muitas pedras, mas muito show, neste circuito vc começa a viajar durante o percurso e ter a certeza que não poderia ter ficado de fora desta grande competição, Brasil Ride é demais. Depois do reconhecimento partimos para pegar o kit, durante à noite arrumamos todas as tralhas, para no domingo a grande largada.
Prólogo
No domingo largamos para o prólogo. O prólogo é feito sempre a largada com duas duplas, largando juntas, e a cada 1 minuto mais duas duplas, para a definição das camisas para a ordem de largada da segunda-feira. Largamos em um ritmo muito bom, deixamos a outra equipe puxar em um trecho de asfalto, e em seguida o alemão deu um ataque no single track, o que fez a equipe que largamos junto sobrar, daí, foi só alegria, nem tanto, fomos passando muitas duplas, o alemão como é um cara muito técnico foi na frente, e ditou um ritmo muito forte, e eu ali, com a língua pra fora. O problema aconteceu no 3º single track, onde acabamos nos perdendo, e andando 2.5 km para o lado errado, e desta forma tivemos que voltar mais 2,5 km, o que no final deu um saldo de 5 km, perdemos um valioso tempo, mas quem disse que ia ser fácil, íamos fingir, dar uma coitadinho, não né!? Se eu quisesse isso eu iria assistir o Faustão.

Brasil Ride
No domingo à noite estávamos nos preparando para o grande dia, o dia do temido Vietnã, e por volta das 21:00 de domingo, eu e Ricardo (Sequela), recebemos a notícia que nossas malas não poderiam mais ir de carona em uma caminhonete que até então estava tudo certo, mas quem manda confiar nas pessoas, nessa hora é que conhecemos as pessoas, mas por sorte eu estava junto com aqueles verdadeiros amigos, Alemão, Robinho Ricardo e Daniel, que não pouparam esforços e me ajudaram a levar minha bagagem para a barraca e levar para o caminhão para ser despachado no dia seguinte, como já é era por volta das 22:00 todas as barracas estavam fechadas, e meus amigos me ajudaram a encontrar uma barraca, e encontrei, mas estava sem colchão, logo fui à procura da organização da prova, encontrei por sorte, Rafael Campos(Diretor técnico), que não poupou esforços em me ajudar, colocou uma pessoa a minha disposição, para me ajudar a encontrar um colchão, foram questões de minutos, e estava tudo resolvido. A organização do Brasil Ride é top demais, os caras fazem de tudo para te ajudar.
Estrutura em Rio de Contas

Treino XCO
No segundo dia, largamos lá atrás com tínhamos nos perdido, nossa tempo não foi dos melhores, mas colocamos um ritmo bom, e tocamos, lá pelo quilometro 80 comecei a me sentir mal, mas o Alemão ali sempre me ajudando, no temido Vietnã, a vaca foi para o brejo, e eu estava me arrastando, mas passei o Vietnã, e me hidratei depois no próximo pc, e voltei para a corrida, na última subida o Alemão teve que ajudar novamente, pois eu estava novamente morto, mas por sorte e ajuda de um amigo completei a etapa, e na chegada fui direto para o soro, onde fiquei por 1 hora, por minha sorte novamente lá estavam os caras o Robinho assim que cheguei, viu que minha condição não estava legal, pegou minha bike e levou para a lavação, o Daniel toda hora vinha saber notícias, e até trouxe um gatorade geladinho, o que me ajudou tb,durante à noite fui para a equipe médica novamente para tomar um complexo de vitaminas para que pudesse  largar no xco. Durante à noite mais uma surpresa a casa que até então tinha vaga para todos em Rio de Contas, não tinha, então eu, Robinho e Ricardo, fomos para a barraca, daí que conhecemos os verdadeiros amigos, mas toca o barco, sem fingimento.

No XCO, eu me senti muito bem, e forcei um ritmo muito bom para que pudesse fazer as 4 voltas, e não ser penalizado, por levar uma volta do líder, se levasse uma volta do líder, teria que levar uma penalização de 1:10, e na primeira volta fiz em 33 minutos, um ritmo muito forte, na segunda fiz em 34, mas na terceira acabei caindo para 37 não consegui aguentar o ritmo, forcei o máximo para não levar a penalização, e assim recuperar o tempo que havia perdido no dia anterior, e desta forma  retribuir ao Alemão a ajuda que ele tinha me dado no dia anterior. O Alemão como no dia anterior teve que fazer muita força, pois teve que me ajudar em muito nas subidas, acabou se desgastando muito, e finalizou com uma volta, o desgaste do dia anterior pesou. Nos dias seguintes fizemos uma corrida de recuperação e acabamos melhorando a posição gradativamente, e na 7º depois de 600 km, concluímos o Brasil Ride.

Correr com o Alemão foi muito bom, um super parceiro, um cara tranquilo, honesto, e na bike, nem precisa falar nada, o cara desce muito, é super técnico, aprendi muito com este cara. Senti falta dos meus grandes parceiros Alexandre Schulter  e Pereira Normando, que pra mim são os caras também.

Não tivemos nenhum problema mecânico, e nem pneu furado, a escolha do pneu protection da continental, foi muito boa, um problema que tive foi com a manopla e com a luva, que acabei tendo muitos calos na mão e o que acabou me prejudicando muitas vezes, pois tive que pilotar a bike muitas vezes com o punho virado. Uma outra coisa importante foi a escolha da bike, já que tinham me roubado há 3 meses, a bike Specialized stumpjumper wc foi show com 11 velocidades, não faltou relação nenhuma, tanto no Marathon, quanto no XCO, que aliás, no xco, ela voa.

Quase ia esquecendo do Audálio Júnior que sempre me ajuda na divulgação, obrigadão aí amigo!

Obrigado galera pela torcida, e vale a pena Brasil Ride é top demais! :)

Pedal Continente MTBCiclovil Bike Bike Brasil Ride

Foto chegada
Chegada e recebimento medalha finisher
Equipes de Floripa
Foto com as feras Rogelin e Marcio May
Foto com campeão Olímpico Bart Brentjens
Foto na largada com o locutor


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