Biketech Floripa

quarta-feira, 1 de maio de 2013


Conheci a biker Regiane quando o Grupo dos Bikers do Norte da Ilha (GBNI) se reuniu para encarar a Trilha do Ratones para a Vargem Grande em Floripa. Mesmo sendo a mais experiente do grupo, ela acompanhou numa boa a galera mais nova, demonstrando muita raça e determinação. Gosta de curtir as pedaladas, aproveitando o que a natureza oferece, como as frutas, por exemplo. :)

Já morou e pedalou na Europa, constatando que ainda precisamos e devemos evoluir bastante na infra estrutura cicloviária aqui no Brasil. Com um depoimento curto, mas bem legal, ela nos conta um pouco da sua vida ciclística.

Espero que gostem de mais esta história Show de Bike!

CicloAbraços, Biker



A bicicleta sempre fez parte da minha vida. Quando criança, meus joelhos viviam esfolados dos tombos que eu levava no asfalto quente de Campo Grande, MS. Me lembro bem desta bicicleta, uma Monareta. Depois vieram várias outras. 

Quando fui morar na Alemanha, a primeira coisa que me deram foi uma bicicleta, e lá aprendi que andar de bicicleta não era uma brincadeira, mas um transporte, e que haviam regras a serem seguidas. Eu e uma amiga sempre éramos abordadas pela polícia, que já dava a bronca pelo megafone, pois lá é proibido carregar um carona na garupa. 

Depois, quando fui morar na Itália, ganhei uma monareta bem antiga, essa sim foi companheira. Do sítio onde eu morava até a cidade mais próxima eram uns 10 km de estrada de terra e asfalto. Esse caminho eu fiz muitas vezes sob todas as condições climáticas imagináveis.

Quando voltei ao Brasil, fui morar em São Paulo e logo em seguida comprei uma bike
e levei para a casa de praia no litoral norte do estado. Lá, todos os fins de semana, eu
pegava a estrada secundária, que era de terra, e ia até onde minhas pernas aguentavam.
Mas foi há uns 10 anos, quando ganhei minha primeira Specialized do meu cunhado, que eu realmente percebi que era uma paixão. 

Morar em Florianópolis com uma Specialized na garagem mudou minha vida. Confesso que a combinação foi perfeita pra mim. Comecei a pedalar cada vez mais e a me interessar por andar de bicicleta como esporte. Então comprei minha segunda Specialized e passei a
impor desafios a mim mesma. Comecei a treinar, criando metas a serem cumpridas,
e lentamente fui vencendo os obstáculos. 


GBNI antes da Trilha do Ratones para a Vargem Grande

Ainda estou muito longe de chegar onde eu quero, mas como sei que este amor é eterno, o tempo é meu parceiro. Aos 52 anos, já convicta de que o ciclismo é a minha praia, comprei uma Rocky Mountain e penso em começar a competir. De uma coisa tenho certeza, aonde quer que eu vá, ela vai comigo.

2 comentários:

  1. Regiane, muito legal teu depoimento. A gente sempre acha que está longe de chegar aonde quer, mas eu acho que só pelo fato de já estar na estrada te deixa mais perto do que tu imaginas.
    O caminho é longo e é exatamente isso que o faz inesquecível!
    Um grande abraço e muito pedal!

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  2. ha uns três meses me reencontrei com o mundo das bicicletas, que agora passaram a ser bike, a trinta e tantos anos ainda eram magrelas, na naquela época saiamos para passear dar uma volta, hoje em breve tempo já estou fazendo um pedal com um monte de guri novo que em conversa miúda querem chegar ao sessenta anos pedalando e com saúde, corto-lhes a conversa, pois a quatro dessa marca, minha meta é no minimo uns 120 e a pedalada pelo sope do morro do cambirela continua.pedalar é muito bom, é outro tempo outra visão de mundo, é a vida é a vida. parabéns regiane

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