Biketech Floripa

segunda-feira, 15 de abril de 2013


A história da Gabriela Grimm não é muito grande, mas muito interessante! 

Aprendeu a pedalar quando era criança, na cidade de São Miguel d'Oeste. Devido a compromissos, acabou deixando a magrela um pouco de lado, até que, em função de uma necessidade de ter uma maior mobilidade, já morando em Floripa, recomeçou a pedalar e, desta vez, embalou, se tornando uma Biker Anjo e uma Ciclo-Ativista, divulgando os benefícios e o prazer de se pedalar! :)

Espero que gostem de mais esta história Show de Bike!

CicloAbraços, Biker


Gabriela na Pedalada do Bigode em Floripa - 2011
Comecei a andar de bicicleta bem cedo, de brincadeira, tinha rodinhas e tudo, a bicicleta era linda, branca com detalhes em amarelo e roxo.

O primeiro dia que andei sem as ditas rodinhas, foi memorável, recém tinha levado uma injeção no bumbum muito dolorida, e depois disso, fui com meus pais e alguns amigos pedalar numa pista de Kart que tinha em São Miguel do Oeste. Meu pai foi segurando, conversando, e quando olhei pra trás, eu estava andando sozinha, sem rodinhas! Eu tinha 5 anos.


Gabriela e seu irmão junto com as bikes
em São Miguel d'Oeste - SC
Anos depois, quando me mudei com 17 anos para estudar História em Florianópolis, me deparei com uma cidade linda, mas muito difícil de chegar aos lugares que queria. Os horários de ônibus eram escassos e sempre os perdia para ir às aulas. Com tantas festas e aulas, minha vida passou a ser muito sedentária e não saudável, até o dia em que resolvi comprar uma bicicleta! 


Caloi Poti com cestinha
Tinha um pouco de medo, fazia anos que não pedalava e Florianópolis parecia assustadora com tantas calçadas pequenas e estragadas, cruzamentos complicados, falta de ciclo-faixas e ciclovias seguras e boas. Contudo, não desanimei. Comprei com o meu primeiro salário da bolsa de pesquisa, uma Caloi Poti, vermelha com cestinha.

Com o tempo e convivência, fui me interessando cada vez mais por bicicletas, fiz amigos que pedalavam, descobri amigos que tinham bicicletas paradas e começamos a pedalar juntos, troquei dicas e informações valiosas que me deram mais segurança no trânsito, conheci vários pontos da cidade que dificilmente iria se dependesse de ônibus, voltei a comer melhor e a me exercitar com regularidade, descobri na bicicleta, uma maneira de me sentir bem comigo mesma, me sentir livre, independente e feliz.


Parede onde fiz aplicação de stencil de bicicleta - Floripa 2012

Em setembro de 2011, participei pela primeira vez de uma BICICLETADA. Foi incrível a energia, a alegria, as trocas que ocorreram naquela dia, que me fizeram participar no outro mês, e no outro , e no outro... Com essas participações seguidas, fiz várias novas amizades, percorri novos caminhos, comecei a conhecer melhor a cidade em que vivo, passei a me dedicar mais ao meu corpo, à minha alimentação, aos meus hábitos e rotina. Incluí de vez a bicicleta na minha vida, passando a incentivar seu uso à todos meus amigos, conhecidos e desconhecidos. 


Oficina para meninas aprenderem a pedalar,
na UFSC em 2012
Com o passar dos anos, me tornei ciclo-ativista, bike anjo da própria mãe e de amigas e amigos, participante de atividades e passeios relacionados à mobilidade, etc.

Atualmente, como trabalho de conclusão do curso de História, vou discutir sobre a importância da bicicleta em diferentes momentos históricos, como uma bandeira levantada em movimentos onde são pregados a liberdade, a consciência ecológica, a não liderança e a mudança de hábitos em sociedades onde imperam o barulho dos carros e a pressa dos relógios.

Meu depoimento é curto, mas gostaria de enfatizar os benefícios que uma bicicleta pode trazer na vida de uma pessoa, como uma atitude simples, que às vezes esquecemos no passado, pode mudar nossa vida inteira pra melhor se pararmos para nos permitir outras possibilidades e outros meios. E então, você se apaixona para sempre.

Gabriela Grimm 

Um comentário:

  1. Gabi, parabéns pelo depoimento, pelo TCC e por mais uma presença feminina passando por aqui!!!
    Grande abraço,

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